Reino Unido proíbe anúncios da Coinbase e restringe setor
A Advertising Standards Authority (ASA), que cuida das regras de publicidade no Reino Unido, decidiu suspender uma campanha da Coinbase. O motivo? Os anúncios davam a entender que as criptomoedas poderiam ser soluções simples para a crise de custo de vida. No meio disso, o Bitcoin está negociado a US$ 88.200, com uma leve alta de 1,4% nas últimas 24 horas, mas ainda apresenta uma queda acumulada de 6,8% na última semana. Esse caso reforça a tendência crescente de restrições regulatórias no universo das criptomoedas, mesmo enquanto o mercado procura se estabilizar.
Atualmente, o Bitcoin está se sustentando em uma faixa entre US$ 84.000 e US$ 86.000, um ponto que se mostrou forte para compradores. No entanto, a resistência imediata ainda está em US$ 92.000. Para quem investe no Brasil, o recado é claro: além da volatilidade dos preços, o risco regulatório é algo para se ficar atento.
O que provocou a proibição dos anúncios da Coinbase?
A ASA considerou que a campanha, que começou em agosto, “minimizava os riscos” ao usar humor para ligar investimentos em cripto a problemas financeiros diários. O regulador entendeu que os anúncios poderiam fazer o público ver esses ativos voláteis como uma solução fácil em tempos de inflação e perda de poder de compra.
Como resultado, três anúncios e um vídeo de dois minutos da Coinbase foram retirados do ar. Esse movimento é parte de uma pressão regulatória maior que está surgindo em várias partes do mundo.
Regulamentação de publicidade estabelece um novo padrão no setor
Embora essa decisão não afete diretamente o funcionamento da exchange, ela estabelece um novo padrão importante. Agora, as autoridades estão prestando atenção não só nos produtos oferecidos, mas também na forma como são anunciados. Isso pode aumentar os custos com conformidade e limitar as estratégias de atração de novos usuários, especialmente em mercados mais desenvolvidos.
Já existem casos em que a Coinbase enfrentou problemas com os reguladores, e olhar para essa situação é essencial. No médio prazo, as exchanges globais podem optar por focar em regiões onde as regras são mais claras e previsíveis.
Qual é o impacto para os investidores brasileiros?
Para quem investe no Brasil, a influência é indireta, mas vale a pena observar. O Banco Central e a CVM estão sempre de olho nas movimentações internacionais, e o que acontece no Reino Unido pode afetar os debates por aqui sobre publicidade e proteção do consumidor. Isso pode resultar em regras mais rigorosas para as campanhas das corretoras que atuam no país.
Além disso, o mercado fica sempre atento a novas notícias regulatórias. Os indicadores técnicos mostram que o RSI diário do Bitcoin está em 46 pontos, apontando neutralidade, enquanto o MACD opera abaixo da linha zero. Em um momento de consolidação, as notícias sobre regulação têm um peso considerável na formação dos preços.
Globalmente, o veto aos anúncios da Coinbase é apenas uma parte das mudanças regulatórias que estão impactando o futuro do setor. Para o investidor brasileiro, entender esse cenário é tão crucial quanto acompanhar os gráficos. Afinal, a regulação também mexe com o mercado.
E, para quem quer sentir como está o mercado, dados recentes mostram que o fornecimento de BTC nas exchanges está estável, próximo a 11,8% do total em circulação. Isso sugere que não há uma pressão vendedora extrema no curto prazo.





